Leia mais sobre a nova lei do mercado imobiliário.
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O mapa imobiliário de Fortaleza
Comprar um apartamento ou
uma casa nova, com o valor abaixo de R$ 120 mil tornou-se algo raro em
Fortaleza. O mercado aquecido está sendo responsável por manter valorizado o
preço dos imóveis na Capital. Pesquisa realizada pelo Sindicato da Habitação
(Secovi) mostra que, dos 3.100 imóveis comercializados na Região Metropolitana
de Fortaleza (RMF), mais da metade (51,5%) tinha dois dormitórios e foram
adquiridos por um valor médio de R$ 165.516.
Conforme o levantamento do
Secovi, referente ao primeiro semestre de 2012, não são apenas os imóveis com
dois dormitórios que estão com a demanda aquecida. Pouco mais de 40% dos
apartamentos e casas comercializadas, na RMF, tinham três dormitórios. O percentual
equivale a 1.345 imóveis, cujo valor médio ficou em R$ 446.052. Aqueles com
quatro dormitórios tiveram um preço médio superior a R$ 1 milhão.
A valorização imobiliária,
em Fortaleza e no restante do País, motivou a redução na taxa de juros para o
financiamento de imóveis com valores acima de R$ 500 mil, por meio da Caixa
Econômica Federal, como O POVO mostrou na edição de ontem. Apesar de, em
Fortaleza, a maior parcela de imóveis vendidos, no primeiro semestre do ano
passado, ter entre 42 a 66 metros quadrados e um custo inferior a R$ 500 mil,
há bairros onde os preços da casa ou de um apartamento ultrapassam esse valor.
De acordo com levantamento
da Inteligência de Mercado Lopes Immobilis, bairros como Fátima, Cidade dos
Funcionários, Papicu e Dionísio Torres dispõem de imóveis, com três quartos e
até três vagas na garagem, cujos valores ultrapassam R$ 500 mil. Em bairros
como Aldeota, Meireles, Cocó e Guararapes, apartamentos com até cinco suítes e
cinco vagas na garagem chegam a custar R$ 1 milhão.
O aumento da renda dos
brasileiros e a maior oferta de crédito, pelos bancos, para o financiamento da
casa própria contribuíram para a valorização imobiliária na capital cearense,
segundo Sérgio Porto, presidente do Secovi.
Prazos de financiamento
De acordo com ele, o aumento
nos prazos de financiamento e a redução dos juros também influenciaram o setor.
“São componentes que estão fazendo o mercado funcionar no patamar que o Brasil
precisa”, explica Sérgio Porto.
Segundo ele, o estágio
alcançado pelos preços dos imóveis na capital cearense acompanham os valores
dos insumos, do material de construção, da mão de obra e do terreno.
Números do Índice Nacional
da Construção Civil (Sinapi), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística (IBGE), mostram que, no acumulado de 2012, o custo da construção,
no Ceará, teve variação positiva de 5,35%, chegando a R$ 789,67 o valor
relativo às despesas com os materiais e a mão de obra da construção por metro
quadrado.
Por quê?
A valorização imobiliária é
resultado do aumento de renda da população, da maior oferta de crédito, do
maior prazo para financiamento e dos juros mais baixos. Mão de obra e o valor
do terreno também influenciam o custo.
SERVIÇO
Mais informações sobre as
taxas de juros da Caixa Econômica Federal
Site:
http://www.caixa.gov.br/
SAC Caixa: 0800 726 0101
Deficiente auditivo: 0800 726 2492
Números
9,4%
Ao ano é a taxa de juros
efetiva para quem não é cliente da Caixa Econômica
8,4%
Ao ano é a taxa de juros
efetiva para quem é cliente da Caixa Econômica
Saiba mais
Segundo Sérgio Porto,
presidente do Secovi, uma queda nos preços dos imóveis é uma hipótese
descartada.
“Quem é dono de terreno não
vai vender barato se está todo mundo comprando. Tudo depende da economia do
País. A economia está indo bem. Então, o preço do imóvel vai continuar se
valorizando”, justifica.
Na avaliação do
vice-presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará
(Sinduscon-CE), André Montenegro, os valores dos imóveis na Região
Metropolitana de Fortaleza chegaram a patamares que já batem no teto do setor.
“Baixar não baixa, mas subir
mais não tem margem”, afirma em relação ao preço dos imóveis.
Imóveis de luxo - uma grande oportunidade para se fechar um bom negócio
Impulsionado pelo crescimento
da população de milionários no país, o mercado
imobiliário de luxo ganha cada vez mais força. Um estudo
divulgado em junho de 2012 pelo banco europeu Halliwell Financial Group,
especializado em gestão de fortunas, revelou que este segmento tem um potencial
para gerar cerca de R$ 4,6 bilhões em negócios no Brasil nos próximos cinco
anos.
Os
números impressionam e as expectativas de altos ganhos com a comissão de
negócios milionários despertam a atenção dos corretores espalhados pelo Brasil.
Uma prova disso, é que recebemos em nosso blog vários comentários de
profissionais interessados em saber como atuar na venda de apartamentos de luxo e por isso abordaremos algumas dicas de
como se preparar para atuar neste mercado.
Vamos a elas:
Vamos a elas:
1
– Conheça o seu cliente
Quem são estes clientes? Onde eles estão? O que buscam? Como querem ser tratados?
O que preciso fazer para atender suas exigências? Estas são algumas perguntas
que devem ser refletidas por um corretor que visa trabalhar com imóveis cujos
valores ultrapassam a casa dos milhões de reais.
Este
perfil de cliente busca pelo máximo de benefícios que o dinheiro pode lhe
proporcionar. É detalhista e almeja projetos personalizados, portanto, entender
essas características é fundamental para se destacar neste segmento.
2.
Entre em sintonia com o seu cliente
Ter uma
boa bagagem cultural, investir em idiomas, realizar viagens internacionais,
primar por uma excelente apresentação pessoal são requisitos básicos para se aproximar do
seu prospecto e criar as condições favoráveis para dialogar sobre os mais
diferentes assuntos.
Em
outras palavras, é necessário entrar no que eu chamo de CRS com o seu cliente (Ciclo de Relacionamento Social), uma metodologia que possibilita ao corretor fazer o
alinhamento de percepções e de ideais e, assim, estabelecer uma afinidade ou
sintonia com o cliente.
3.
Construa uma boa rede de contatos
É
importante compreender que este não é um tipo de cliente que procura por condomínios
de luxo no
caderno de classificados e para encontrá-lo é necessário estar onde ele está.
Frequente eventos sociais e restaurantes badalados, estes são locais
estratégicos para identificar um cliente em potencial, adequando as suas
práticas ao estilo de vida dele.
Com
isso, é imprescindível entender que a indicação é a melhor propaganda do corretor. Sob este prisma, construir e manter uma boa rede de
contatos é primordial. Faça o cliente confiar em você, aja com discrição,
objetividade e ética e será indicado.
4.
Tempo é dinheiro
Esta
máxima, nesse caso, vale alguns milhões, por isso, entender o que esse cliente
realmente deseja fará toda a diferença. Escute-o atentamente, pois geralmente
este perfil não tem muito tempo para visitar vários imóveis.
É
preciso perceber que as exigências desse consumidor vão além de acabamento de
qualidade e ambientes espaçosos. Em muitos casos, ele está em busca de status.
Por isso, tão desafiante quanto realizar uma venda é mapear com precisão a real necessidade deste comprador, para
assim apresentar o imóvel ideal com menor gasto de energia e de tempo.
5.
Liberte-se de preconceitos
Um
corretor, em qualquer situação, mas, sobretudo, no mercado
de casas de luxo, deve ter a concepção de que o seu papel é proporcionar a
melhor experiência de compra para o cliente. Deste modo, as necessidades que
precisam ser atendidas são as do cliente e não as do corretor.
Com
isso, nunca desconsidere um pedido, por mais que sob a sua ótica de enxergar o
mundo pareça um absurdo. Eu mesmo já cheguei a considerar algumas exigências
exageradas, mas é nesse momento que devemos nos despir de nossos valores e
buscar entender o desejo do cliente.
Liberte-se
de conceitos pré-estabelecidos, foque na demanda
do seu cliente satisfaça as
necessidades dele e venda!
6.
Saia do óbvio
Neste
segmento, é preciso uma assessoria personalizada e sofisticada. Sair do óbvio é
surpreender o seu cliente. Entenda de fundos, ações e financiamento. Saiba
negociar com os bancos e indique taxas mais atrativas, caso haja a necessidade
de empréstimos.
Desta
maneira, um atendimento convencional, que valoriza, sobretudo, as
características do imóvel, não se enquadra no perfil desta carteira de
clientes.
Entender
para atender é definitivamente o que fará com que você tenha sucesso neste
mercado altamente envolvente e desafiador. Inspire confiança, faça o seu
cliente desejar sua assessoria e seja recomendado no mundo dos imóveis classe
A.
Construtoras redesenham imóveis para idosos
O envelhecimento da
população brasileira também está movendo o mercado imobiliário. Se já tinham,
em sua grande maioria, opções de lazer para crianças e adolescentes, os novos
condomínios agora trazem facilidades para idosos.
Foi a partir de uma
experiência na Pompeia (zona oeste de São Paulo), em 2008, que a Tecnisa
desenvolveu o projeto para maduros. A intenção era fazer um condomínio para
recém-casados com filhos, mas as vendas revelaram outro tipo de proprietário.
"Vimos que 15%
dos compradores eram pessoas acima de 55 anos. A gente está acompanhando essa
curva do envelhecimento da população, e é bom perceber que não é uma fatia
irrelevante do mercado", diz a gerente de projetos Patrícia Valadares.
Para direcionar a
construção dos novos condomínios, a empresa reuniu geriatras, gerontólogos
(estudiosos da vida idosa) e arquitetos especializados em design universal, que
faz adaptações para garantir o acesso para pessoas com limitações de movimento
em imóveis residenciais e comerciais.
ADAPTAÇÕES
As alterações
acontecem dentro dos apartamentos e nas áreas comuns. A instalação de
interruptores mais baixos e tomadas mais altas para diminuir o esforço para
abaixar e levantar, o uso de maçanetas em forma reta a fim de facilitar a
abertura das portas e a instalação de pisos de mesmo padrão para evitar
desníveis são algumas das mudanças nas casas.
Nos espaços do
condomínio, escadas das piscinas foram construídas em alvenaria e com corrimão,
barras de alumínio identificam vidros dos prédios e até o porcelanato, usado
por diversos lançamentos, foi substituído. "Trocamos por madeira porque a
luz reflete no chão e pode provocar acidentes para quem tem problemas de
visão", diz Valadares.
Com o conceito, foram
lançados dez prédios no bairro do Marapé, em Santos (a 72 km de São Paulo),
conhecida por ser a escolha de muitos aposentados para morar após sair do
trabalho. No total, são 1.627 apartamentos: oito blocos com dois quartos,
previstos para junho de 2012, e outros dois, de três dormitórios, que devem
ficar prontos um ano depois.
Uma das compradoras é
a secretária executiva paulistana Elizabeth Henriques, 59, que se mudará para o
litoral com o marido quando se aposentar, em busca de melhor qualidade de vida.
"Esperamos ter vizinhos de nossa faixa etária ou próxima a ela. Gostamos
de prosa e mais ainda com pessoas da mesma idade."
ACESSO PARA TODOS
Em Suzano e Mogi das
Cruzes (Grande São Paulo), pesquisas de mercado levaram a J. Bianchi a
construir dois prédios com design universal em 2008. Com a venda dos edifícios,
foram lançados outros dois condomínios nessas cidades em 2010. Segundo a
construtora, já foram negociados 70% dos apartamentos.
"Percebemos uma
aceitação maior entre proprietários mais velhos e tivemos até cadeirantes que
escolheram o prédio por causa das mudanças", afirma a gerente de projetos
Juliana Tartaglia.
Além das adaptações
das construtoras para esse público, entidades de assistência a idosos também
começaram a fazer condomínios dedicados a essa faixa etária.
Em São José do Rio
Preto (a 438 km de São Paulo), a Agerip (Associação Geronto-Geriátrica de São
José do Rio Preto) criou um condomínio destinado para maiores de 55 anos. A
entidade oferece o terreno e a ajuda de um engenheiro especializado em casas
para idosos para a construção de chalés, que é pago pelo comprador.
De acordo com a
entidade, um título, que custa R$ 15 mil, dá direito ao usufruto eterno da
casa. A associação afirma que 40 residências já têm moradores, enquanto outras
63 serão construídas.
CUIDADOS NA SUA CASA
Banheiros: a
instalação de barras de apoio nos vasos sanitários e no box facilitam a
locomoção. Para ajudar a abrir as torneiras e o chuveiro, o uso de registros
monocomando ou com pontas, que podem girar para águas quente, morna e fria,
ameniza a abertura do chuveiro.
Maçanetas: os modelos
de alavanca devem ser adotados, pois são mais fáceis de abrir que os redondos
(ou bolinha), que precisam de mais força nas mãos para girar.
Pisos: evite os pisos
brilhantes e que precisam ser encerados. Além do risco de escorregar, a luz
pode refletir no piso e dificultar a visão dos mais velhos. Prefira pisos de
madeira e cerâmicas foscas. Evitar também os ressaltos entre os pisos dos
cômodos.
Portas: prefira as de
correr, pois exigem menos força para abrir. Os espaços de passagem também devem
ser maiores, pelo menos com 80 cm de vão livre, para garantir a entrada e saída
sem problemas com acompanhantes ou aparelhos como cadeira de rodas e andadores.
Interruptores e
Tomadas: os botões devem ser mais baixos que o normal, com, no máximo, 1 metro
de altura, a fim de minimizar o esforço. Pelo mesmo motivo, a tomada deve ser
mais alta. A regra também pode ser aplicada para descargas e registros.
Fonte: Jornal Floripa
O que fazer quando seu imóvel encalha?
A
placa de “aluga-se” ou “vende-se” já está lá há meses, mas nada de o imóvel
encontrar um locatário ou comprador. Uma casa ou apartamento encalhado pode até
ser indicativo de um mercado mais difícil ou de um imóvel problemático, mas
como no mercado se acredita que tudo é vendável pelo preço certo, o mais
provável é que esteja na hora de o proprietário rever sua estratégia. O preço
pedido é alto demais? Ou será que você está sendo intransigente ao negociar com
os interessados?
Em geral, quem procura anunciar seu imóvel por meio de uma boa consultoria imobiliária já encontra auxílio profissional para adequar os anúncios, o preço e a estratégia ao público do imóvel. Mesmo assim, cabe rediscutir a tática ou mudar de comportamento na hora de negociar se mesmo assim o imóvel não encontrar alguém para fechar negócio. Veja a seguir o que fazer se o seu imóvel encalhar em cada caso: venda e locação.
Venda
Segundo Roseli Hernandes, diretora comercial da Lello
Imóveis, bons imóveis levam de três a seis meses para serem vendidos. A menos
que estejam abaixo do preço de mercado – nesses casos, provavelmente a venda
será imediata. Proprietários de imóveis anunciados há mais de um ano já devem rever
sua estratégia.
1. Foque a divulgação na internet. Para Roseli Hernandes,
a melhor forma de divulgação hoje em dia é a internet, pois é a que atinge o
público mais selecionado. Quem busca por imóveis em sites de classificados já
define seus parâmetros para procurar exatamente o que deseja, vê antes as fotos
e já conhece as condições da venda. Anúncios com foto são preferidos.
2. Anúncios em jornais são caros e pouco efetivos. “As
imobiliárias até colocam anúncio no jornal para marcar presença no mercado, mas
é uma mídia cara e com resultado insignificante para atrair potenciais
compradores”, diz Roseli.
3. Placas são boas formas de divulgação. A placa em
frente ao imóvel atrai compradores em potencial menos prováveis e pessoas que
já buscam imóvel naquela região. Porém, seu uso é mais seguro quando o
proprietário usa os serviços de uma imobiliária e pode colocar nas placas o
telefone do corretor. Se puser seu próprio contato, além de se expor, o
vendedor terá de atender o telefone continuamenteo para pessoas que busquem um
imóvel totalmente diferente, corretores, pessoas mal intencionadas e até
trotes.
4. Deixe apenas uma placa. Quem usa os serviços de mais
de uma imobiliária para estimular a competição entre os corretores pode acabar
com o tiro saindo pela culatra. Várias placas de empresas diferentes em frente
a um mesmo imóvel podem denotar para os possíveis interessados que o imóvel
está encalhado porque tem algum problema.
5. Deixe o imóvel em bom estado. Não deixe o imóvel com
aspecto de abandonado. Ele deve parecer habitável, com jardim limpo, se for o
caso, fachada sem pichação, interior bem cuidado e sem sinais de mofo ou
infiltração. Deixe o interior bastante neutro, retirando qualquer sinal
religioso, de time de futebol ou qualquer outra preferência que possa afastar
algum grupo de compradores em potencial. Procure também pintar o interior com
uma cor clara e neutra: uma sala de paredes roxas pode ser polêmica.
6. Reveja o preço pedido. Se o preço estiver muito mais
alto do que o valor médio da região, seu imóvel não vai sequer aparecer nas
buscas pela internet dos compradores em potencial.
7. Seja flexível nas condições de pagamento. Se você só
aceita pagamento à vista, considere aceitar um parcelamento, por exemplo.
8. Considere contratar uma imobiliária para melhorar sua
estratégia de divulgação. Se arcar com o ônus da divulgação por sua conta não
está dando certo, lembre-se de que imobiliárias podem conseguir uma divulgação
mais efetiva, até mesmo por meio de anúncios pagos na internet, que sairiam
muito caros para a pessoa física independente. Lembre-se de que a imobiliária
apenas será paga quando o imóvel for vendido, por meio da comissão.
Locação
Segundo Roseli Hernandes, uma boa propriedade, em boas
condições, é alugada em até três meses. “Alugamos cerca de 30% dos nossos
imóveis no mesmo mês do anúncio”, diz a diretora da Lello. Os imóveis que
encontram locatário mais rapidamente são os residenciais menores, de um ou dois
quartos. Os de alto padrão levam até seis meses para alugar. Já para os
comerciais, o tempo varia muito, diz ela.
1. Valorize a divulgação pela internet. Procure divulgar
todos os detalhes sobre o imóvel em sites especializados, com fotos, valor do
IPTU, descrição, número de vagas e localização, bem como o preço correto de
mercado, para que ele apareça bem nas buscas. Continuam valendo as regras do
jornal e das placas do item anterior (números 2, 3 e 4).
2. Seja flexível para negociar valores e condições. Todo
locatário gosta de negociar o valor do aluguel, e pode ser que os candidatos a
inquilino também desejem negociar, por exemplo, uma reforma ou um reparo antes
de fechar negócio. Leve isso em consideração.
3. Considere aceitar outros tipos de garantia. Uma
imobiliária que só aceite fiador com imóvel na cidade pode não ser a melhor
opção para quem quer acelerar a locação do seu imóvel. Aceitar seguro-fiança ou
fiadores com imóveis em outra cidade aumentará suas chances de conseguir um
locatário, mas é preciso verificar se a imobiliária escolhida aceita esse tipo
de coisa. “Às vezes a imobiliária não tem estrutura para administrar essas
outras formas de fiança”, explica Roseli Hernandes.
Mulheres conquistam espaço de destaque no mercado imobiliário
O jeito de ser e a visão
detalhista da mulher a levaram a ganhar o respeito dos colegas de trabalho e
até mesmo a preferência da clientela
A
presença feminina no setor imobiliário cresceu 144% na última década, segundo
estimativa do Cofeci. “A mulher é mais serena e perseverante, qualidades que
ajudam muito no mercado de imóveis e que vão favorecer sua participação no
setor”, avalia o presidente do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis de
Minas Gerais (Creci-MG), Paulo Tavares.Dinâmicas, sensíveis, capazes de gerir
várias atividades concomitantes. Essas são algumas das características que
estão dando às mulheres cada vez mais espaço no mercado de trabalho, inclusive
em atividades até há pouco tempo dominadas pelos homens, como a corretagem
imobiliária. Pesquisa divulgada recentemente pelo Conselho Federal dos
Corretores de Imóveis (Cofeci) aponta que elas já representam 32,7% dos 280 mil
corretores no país.
Segundo
ele, “a mulher tem olho mais clínico para a casa. O homem estica o pescoço e já
considera que viu o quarto. A mulher entra, vê bem o tamanho, já imagina como
ficaria a decoração. No processo de venda, que inclui visita ao imóvel, isso
faz diferença. Até porque, muito embora o homem tenha uma participação grande
no aporte do capital para a compra, muitas vezes a palavra final é da mulher”,
sugere.
TINO
Para Mírian Dayrell, sócia da imobiliária que leva seu nome, a divisão de gênero está ficando nítida. “Quando comecei, em 1994, só tinha colegas homens. Lembro-me que muitos acreditavam que eu não daria conta. Entrei numa imobiliária para trabalhar como advogada. Mas percebi que tinha tino para o negócio, além de ver os corretores se dando melhor financeiramente que os advogados. Depois de três anos como funcionária, abri minha própria empresa”, lembra.
Hoje,
Mírian vê um amadurecimento maior no mercado. “Está diferente. As mulheres são
mais respeitadas. Recebo muitas, que vêm à procura de oportunidade na minha
empresa. Minha equipe, com 35 corretores, é meio a meio. A mulher tem esse lado
maternal. Sabe ouvir e consegue compreender as necessidades do lar e da
família, o que reflete num atendimento melhor”, defende ela.
Mírian
preside a recém-fundada CMI Mulher, braço da Câmara do Mercado Imobiliário que
pretende dar mais espaço e voz às mulheres na entidade de classe. “Podemos
contribuir com o setor. A CMI Mulher vai ajudar a quebrar alguma inibição de
corretoras, já que as reuniões da entidade são sempre bem masculinas. Já
tivemos mais de 20 executivas do setor na última reunião. Algumas ideias já
surgiram, como cursos para a Universidade Secovi e sugestão de convênios”, comemora.
SEM DISCRIMINAÇÃO
A intermediação feminina no
processo de venda ou aluguel de um imóvel está cada vez mais respeitada entre o
público masculino e clientes mulheres se sentem mais à vontade.
O número de mulheres que se
filiam ao Conselho Regional dos Corretores de Imóveis de Minas Gerais
(Creci-MG) está crescendo. Em 2011, foram 511 novas corretoras. Enquanto apenas
nos seis primeiros meses deste ano esse número chega a 349 inscrições. Segundo
estimativas do Conselho Federal dos Corretores de Imóveis (Cofeci), o número de
mulheres no setor deve se igualar à quantidade masculina dentro de cinco ou
seis anos.
Juliana Cristina de Sá é
sócia da Cândido de Sá Imóveis. Ela conta que, dentro de sua equipe, nunca foi
tratada diferente por ser mulher, mas que já se sentiu discriminada por
corretores concorrentes. “Por ser uma profissão em que os homens predominam,
muitos deles se sentem superiores às colegas”, afirma. Ela salienta,
entretanto, que as mulheres têm diversas características que podem
beneficiá-las no mercado imobiliário, como serem mais criteriosas e sensíveis
às necessidades de possíveis compradores. “Em quase 10 anos de corretagem,
construí uma carteira de clientes muito extensa”, cita.
O bom resultado de seu
trabalho foi comprovado recentemente, com a vitória no Desafio UFC, competição
promovida para estimular as imobiliárias licenciadas a buscar pré-cadastros de
clientes interessados no futuro empreendimento Alphaville, localizado no Vetor
Norte da Grande Belo Horizonte. Com mais de 20 cadastros entregues, Juliana foi
premiada com um par de ingressos para o UFC 147, evento de MMA realizado em
Belo Horizonte em 23 de junho. A constância dos bons resultados deixa claro que
os frutos são resultado de trabalho e não de outras questões, como a sedução
feminina, piada que Juliana já ouviu de concorrentes.
RECONHECIMENTO
Para ela, sua vitória é
fruto do esforço em manter um relacionamento próximo de seus clientes, para que
possa conhecer bem cada um e oferecer produtos específicos, que atendam
exatamente suas necessidades e desejos. “O segredo do sucesso é não ter
preguiça, arregaçar as mangas e ir atrás de clientes”, ensina. Para ela, o mais
efetivo é um trabalho estratégico e personalizado com cada comprador. “É
importante entender melhor as pessoas com quem lidamos. É necessário ligar,
oferecer os produtos, fazer visitas e acompanhar as transações de perto. Se for
preciso, é até válido bater de porta em porta oferecendo imóveis. O que não se
pode fazer é esperar o cliente cair do céu”, finaliza Juliana, há 10 anos na
profissão.
Cássia Ximenes é
vice-presidente do Sindicato da Habitação de Minas Gerais (Secovi-MG), integra
a CMI Mulher e é diretora da Sílvio Ximenes Imóveis. Em sua avaliação, a mulher
tem contribuído para a concretização dos negócios. “Numa mesa de negociação,
sempre tem uma mulher,
seja corretora, proprietária
ou interessada no imóvel. E elas se sentem mais confortáveis quando encontram
outra mulher”, defende. “Temos um senso de observação grande. É como aquela
piada: uma mulher leva 15 dias para contar sobre uma conversa de 15 minutos e o
homem leva 15 minutos para contar sobre uma viagem de 15 dias. Os detalhes não
escapam às mulheres”, conclui.
Outro fator comemorado por
Cássia é a remuneração entre mulheres e homens. “A corretora ganha exatamente
igual ao corretor. Não há diferenciação de gênero, como ocorre em outras
empresas ou profissões”, garante.
Fonte: O Estado de Minas
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