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Mulheres conquistam espaço de destaque no mercado imobiliário




O jeito de ser e a visão detalhista da mulher a levaram a ganhar o respeito dos colegas de trabalho e até mesmo a preferência da clientela

A presença feminina no setor imobiliário cresceu 144% na última década, segundo estimativa do Cofeci. “A mulher é mais serena e perseverante, qualidades que ajudam muito no mercado de imóveis e que vão favorecer sua participação no setor”, avalia o presidente do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis de Minas Gerais (Creci-MG), Paulo Tavares.Dinâmicas, sensíveis, capazes de gerir várias atividades concomitantes. Essas são algumas das características que estão dando às mulheres cada vez mais espaço no mercado de trabalho, inclusive em atividades até há pouco tempo dominadas pelos homens, como a corretagem imobiliária. Pesquisa divulgada recentemente pelo Conselho Federal dos Corretores de Imóveis (Cofeci) aponta que elas já representam 32,7% dos 280 mil corretores no país.

Segundo ele, “a mulher tem olho mais clínico para a casa. O homem estica o pescoço e já considera que viu o quarto. A mulher entra, vê bem o tamanho, já imagina como ficaria a decoração. No processo de venda, que inclui visita ao imóvel, isso faz diferença. Até porque, muito embora o homem tenha uma participação grande no aporte do capital para a compra, muitas vezes a palavra final é da mulher”, sugere.
TINO

Para Mírian Dayrell, sócia da imobiliária que leva seu nome, a divisão de gênero está ficando nítida. “Quando comecei, em 1994, só tinha colegas homens. Lembro-me que muitos acreditavam que eu não daria conta. Entrei numa imobiliária para trabalhar como advogada. Mas percebi que tinha tino para o negócio, além de ver os corretores se dando melhor financeiramente que os advogados. Depois de três anos como funcionária, abri minha própria empresa”, lembra.
Hoje, Mírian vê um amadurecimento maior no mercado. “Está diferente. As mulheres são mais respeitadas. Recebo muitas, que vêm à procura de oportunidade na minha empresa. Minha equipe, com 35 corretores, é meio a meio. A mulher tem esse lado maternal. Sabe ouvir e consegue compreender as necessidades do lar e da família, o que reflete num atendimento melhor”, defende ela.
Mírian preside a recém-fundada CMI Mulher, braço da Câmara do Mercado Imobiliário que pretende dar mais espaço e voz às mulheres na entidade de classe. “Podemos contribuir com o setor. A CMI Mulher vai ajudar a quebrar alguma inibição de corretoras, já que as reuniões da entidade são sempre bem masculinas. Já tivemos mais de 20 executivas do setor na última reunião. Algumas ideias já surgiram, como cursos para a Universidade Secovi e sugestão de convênios”, comemora.

SEM DISCRIMINAÇÃO

A intermediação feminina no processo de venda ou aluguel de um imóvel está cada vez mais respeitada entre o público masculino e clientes mulheres se sentem mais à vontade.

O número de mulheres que se filiam ao Conselho Regional dos Corretores de Imóveis de Minas Gerais (Creci-MG) está crescendo. Em 2011, foram 511 novas corretoras. Enquanto apenas nos seis primeiros meses deste ano esse número chega a 349 inscrições. Segundo estimativas do Conselho Federal dos Corretores de Imóveis (Cofeci), o número de mulheres no setor deve se igualar à quantidade masculina dentro de cinco ou seis anos.

Juliana Cristina de Sá é sócia da Cândido de Sá Imóveis. Ela conta que, dentro de sua equipe, nunca foi tratada diferente por ser mulher, mas que já se sentiu discriminada por corretores concorrentes. “Por ser uma profissão em que os homens predominam, muitos deles se sentem superiores às colegas”, afirma. Ela salienta, entretanto, que as mulheres têm diversas características que podem beneficiá-las no mercado imobiliário, como serem mais criteriosas e sensíveis às necessidades de possíveis compradores. “Em quase 10 anos de corretagem, construí uma carteira de clientes muito extensa”, cita.

O bom resultado de seu trabalho foi comprovado recentemente, com a vitória no Desafio UFC, competição promovida para estimular as imobiliárias licenciadas a buscar pré-cadastros de clientes interessados no futuro empreendimento Alphaville, localizado no Vetor Norte da Grande Belo Horizonte. Com mais de 20 cadastros entregues, Juliana foi premiada com um par de ingressos para o UFC 147, evento de MMA realizado em Belo Horizonte em 23 de junho. A constância dos bons resultados deixa claro que os frutos são resultado de trabalho e não de outras questões, como a sedução feminina, piada que Juliana já ouviu de concorrentes.

RECONHECIMENTO

Para ela, sua vitória é fruto do esforço em manter um relacionamento próximo de seus clientes, para que possa conhecer bem cada um e oferecer produtos específicos, que atendam exatamente suas necessidades e desejos. “O segredo do sucesso é não ter preguiça, arregaçar as mangas e ir atrás de clientes”, ensina. Para ela, o mais efetivo é um trabalho estratégico e personalizado com cada comprador. “É importante entender melhor as pessoas com quem lidamos. É necessário ligar, oferecer os produtos, fazer visitas e acompanhar as transações de perto. Se for preciso, é até válido bater de porta em porta oferecendo imóveis. O que não se pode fazer é esperar o cliente cair do céu”, finaliza Juliana, há 10 anos na profissão.

Cássia Ximenes é vice-presidente do Sindicato da Habitação de Minas Gerais (Secovi-MG), integra a CMI Mulher e é diretora da Sílvio Ximenes Imóveis. Em sua avaliação, a mulher tem contribuído para a concretização dos negócios. “Numa mesa de negociação, sempre tem uma mulher,
seja corretora, proprietária ou interessada no imóvel. E elas se sentem mais confortáveis quando encontram outra mulher”, defende. “Temos um senso de observação grande. É como aquela piada: uma mulher leva 15 dias para contar sobre uma conversa de 15 minutos e o homem leva 15 minutos para contar sobre uma viagem de 15 dias. Os detalhes não escapam às mulheres”, conclui.

Outro fator comemorado por Cássia é a remuneração entre mulheres e homens. “A corretora ganha exatamente igual ao corretor. Não há diferenciação de gênero, como ocorre em outras empresas ou profissões”, garante.

Fonte: O Estado de Minas

Corretagem de imóveis - entenda como funciona a profissão




À primeira vista, muitos têm a impressão que o corretor é aquela pessoa que fica em um plantão de lançamento, aguardando clientes para negociar uma proposta e servir um café, mas não é bem assim.
Esse profissional tem diversos ramos de atividade, como imóveis usados, gestão de carteiras e até administração de condomínios.

A corretagem de imóvei foi uma das primeiras atividades que conseguiu status de profissão liberal, regulamentada por uma lei federal. A primeira regulamentação aconteceu em 27 de agosto 1962, por isso se comemora nesta data o dia nacional da intermediação imobiliária e o exercício da profissão. Depois da conquista da lei, se iniciou a história da importância e competência desse ofício. Hoje, dada a complexidade da burocracia e da jurisdição na aquisição, locação e administração de imóveis, esse profissional é fundamental para o desenvolvimento do segmento.

Para ser um corretor de imóveis, se faz necessário ter o curso técnico em transações imobiliárias. Esse curso, que é habilitado pelas autoridades de educação, é a porta de entrada para o exercício da atividade. É multidisciplinar, onde o aluno vai tomar conhecimento com disciplinas como matemática financeira, língua portuguesa, avaliação imobiliária, noções de informática, direito e legislação e operações imobiliárias. Para exercício da profissão, o corretor precisa ser registrado nos conselhos espalhados pelo país. Os Conselhos Regionais são autarquias pública-federal, instituída pela lei 6.530 de 1978, e tem a função de credenciar as pessoas e fiscalizar a atividade.

Atualmente, os segmentos com mais profissionais atuando são a venda de imóveis usados – grupo grande de corretores autônomos -, e os lançamentos de empreendimentos. Mas dentro dessa atividade, há especializações. Existem profissionais que trabalham especificamente com chácaras e fazendas, perícia judicial na avaliação imobiliária, locação, administração de condomínios e carteiras imobiliárias. “Quem pensa em desenvolver a profissão de forma ética e com o conhecimento necessário tem uma probabilidade muito positiva de sucesso. As empresas de lançamento e as imobiliárias têm, atualmente, postos de trabalho e necessitam de profissionais de qualidade”, afirma Alexandre Tirelli, presidente do Sindicato dos Corretores de Imóveis no Estado de São Paulo (Sciesp).

A visão de empreendedorismo é essencial e também faz parte da natureza do corretor. Essa característica deve estar muito presente, pois ele precisa enxergar em um determinado imóvel a potencialidade do negócio, e deve exibi-la de forma segura e precisa para o comprador. “Ele deve ter a visão se determinada região será objeto de uma intervenção urbana, se será possível desenvolver aquele empreendimento no futuro, entre outras possibilidades”, observa Tirelli. No capítulo 13 do código civil brasileiro, do artigo 722 ao 729, fala-se a respeito do exercício da profissão da corretagem.

Em especial, o 723 foi alterado no início deste ano, aumentando a responsabilidade do corretor nas transações. Antes, o código dizia que o profissional era obrigado a informar para seu cliente todos aspectos e informações que estiverem apenas ao seu alcance, como liquidez e avaliação. Hoje, o profissional é responsável por todos os aspectos que envolvem uma negociação imobiliária. Quando há a compra por meio do corretor, agora ele responde também por perdas e danos. “Em 99% das transações, a parcela monetária do corretor vem por meio de quem está vendendo o imóvel. Esse serviço sai de graça para quem compra, e se torna uma garantia expressiva para o corretor, porque a responsabilidade aumenta bastante”, explica José Augusto Viana Neto, presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (CRECISP).

Em relação ao retorno financeiro, são poucas a imobiliárias que pagam um salário fixo, ou ajuda de custo, e que dão percentual na venda feita pelo profissional. O que impera no mercado é o trabalho liberal autônomo. O corretor trabalha sempre no risco, e cada empresa e profissional ajusta qual a parcela cada um ganhará na transação. O artigo 728 do código civil brasileiro especifica que, quando há a participação de mais de um corretor no negócio, a remuneração é dividida em partes iguais, salvo ajuste entre ambos.

Uma nova oportunidade.

Dado o custo-benefício que a profissão apresenta, é muito comum encontrar no ramo uma grande faixa de pessoas que exerciam atividades completamente diferentes anteriormente. Advogados, arquitetos, engenheiros, administradores e até médicos acabam ingressando na área, talvez por uma desilusão no primeiro ofício e a chance de um ofício lucrativo. “Hoje, 78% dos corretores de imóveis do Conselho vêm de outras áreas”, aponta o presidente do CRECI.


Fonte: Guia das profissões: Corretor de Imóveis | Portal Carreira & Sucesso

Corretor de Imóveis - Alguns mitos e mentiras que te impedem de vender mais





Blog Marketing e Publicidade Imobiliária

Corretor de imóveis faça uma análise do seu trabalho e procure listar seus pontos fortes e fracos procure melhorá-los, pois muitas vezes um pequeno detalhe esta atrapalhando seu desempenho.

O número de corretores de imóveis tem aumentado muito nos últimos tempos e o mercado tende a selecionar os melhores profissionais. E naturalmente os corretores bem preparados vendem mais.

Acredite o mercado imobiliário não esta ruim. São algumas mentiras em que acreditamos que nos impede de crescer. Veja alguns mitos e mentiras que você precisa destruir para se tornar naquele campeão de vendas que você merece.

Um bom vendedor já nasce vendedor

Não, se fosse assim as empresas teriam um departamento de RH nas maternidades, um bom vendedor na maioria das vezes se forma através do conhecimento do produto e das necessidades do cliente.

Um produto barato é fácil de vender

Tente vender um punhado de areia na praia por um centavo. Acredito que será difícil vender.

O preço nem sempre é o fator determinante na venda pois o cliente não compra o produto e sim o beneficio que ele ira lhe proporcionar, então foque sua negociação no beneficio e você percebera que o preço não ira atrapalhar a venda.

Um bom vendedor sabe satisfazer as necessidades do cliente

Não é mais assim, o bom vendedor é aquele que encanta seus clientes

É um erro elogiar seus concorrentes

Errado quando o cliente fala sobre seu concorrente você deve elogiá-lo "tecnicamente" e mostrar os diferenciais competitivos e os benefícios da sua empresa .

As objeções tem que ser vencidas e totalmente refutadas.

Nunca. As objeções tem que ser encorajadas, faça o cliente falar, colocá-las para fora, pois se o cliente não jogar pra fora suas reais objeções você vai vender o que.

A internet vai acabar com o vendedor

Essa mentira eu escuto desde o tempo em que eu vendia Enciclopédia Barsa no sistema de porta em porta. E para minha surpresa ainda vendem Barsa da mesma forma.

A internet facilita e muito o trabalho do vendedor. É difícil encontrar uma imobiliária ou corretor de imóveis que não tenha um site ou no mínimo um e-mail. Um vendedor de sucesso deve se atualizar as novas tecnologias e agregá-las a sua forma de fazer negócios.

Um bom vendedor nunca perde uma venda

Muito errado. Todo vendedor perde vendas mas que diferencia o vendedor de sucesso é que após perder uma venda ele faz um auto-diagnóstico. Pois não vergonhoso perder uma venda. Vergonhoso é não saber o por que e não fazer uma autocrítica.

Um bom vendedor é aquele que acredita em seu conhecimento e seu grande potencial de superação.

Nem sempre, nunca diga que basta a si mesmo e que você sabe tudo e que a única chave para seu sucesso esta em seu poderoso interior.

Um bom vendedor é aquele que acredita em Deus. Em si mesmo. No seu mercado. Em seu pais. Em sua empresa. No produto que vende. O bom vendedor tem por meta transformar seus clientes em pessoas felizes e satisfeitas através de uma negociação segura

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Boas Vendas

Autor: Rony de Lima Meneses

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